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Reinaldo Antonio - Apontamentos para pensar a Conjuntura Política e Social no Estado do Rio de Janeiro



Conjuntura Estadual

De inicio não podemos deixar de lado que a conjuntura estadual, assim como a nacional que, previamente, registramos que não será considerada na presente análise, não pode ser pensada sem considerarmos  duas situação políticas que ocorrem atualmente: uma é a perspectiva das próximas eleições  para o parlamento e para o executivo estadual, e, a outra é o evento copa do mundo no Brasil e no Rio de Janeiro, que vem sendo motivo de mobilização de setores sociais que se manifestam contra (com mais presença na mídia e nas ruas) e a favor (com menos presença na mídia e nada nas ruas).

Se isto é verdade (pode não ser verdade, mas é concreto) vamos para outro polo da questão. A atual situação da democracia em nosso país nos apresenta uma sociedade onde a democracia burguesa funciona a pleno vapor e em todas as instâncias da República - parlamento, imprensa, economia na sua proposta capitalista, governos executivos, movimento de massas, incluindo os institucionalizados (Sindicatos, ONGs, entre outros), o exercício dos direitos, mesmo que de forma precarizada ou não (vide, por exemplo, o direito de usar um serviço publico: existe, esta a disposição, mas que calamidade , muitas vezes), e, também, os serviços privados (vide os serviços das empresas de comunicação móvel, somente para dar um exemplo).

Se considerarmos uma democracia burguesa funcionando normalmente podemos entender que é essa correlação de forças que nos dá uma dinâmica de funcionamento das forças em nossa sociedade, isto nos leva a dizer que o período da luta de classe no Estado (e no Brasil), no presente tempo e espaço, se encontra numa fase que podemos identificar de não revolucionária.

Há que se registrar, para aqueles que não tiveram a mesma formação  deste articulista, ou aos “ incautos”, que minha análise de conjuntura, ou seja,quais forças atuam na sociedade em luta e por isto qual momento ou em que fase desta luta estamos, considera  ainda mais três períodos: contra revolucionaria, pré revolucionária e revolucionária.

Isto dito, avanço um pouco mais para dizer que para analisar a conjuntura não podemos prescindir de responder a pergunta para que a analisamos?

 Avanço dizendo que a analisamos para saber em qual fase ou momento se encontra  a luta de classes na sociedade brasileira. Aqui entra outro elemento: luta de classe.

Ainda sou daqueles que pensam a sociedade a partir da existência de duas classes fundamentais (e aqui há grandes polêmicas e discussões que podem ser travadas): a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores, mais exatamente hoje, explorado em sua força de trabalho de onde é extraída a mais valia). Estas duas classes fundamentais lutam desde que o capitalismo o é, pelo controle do aparelho de estado para aplicar suas propostas econômicas, culturais, sociais, etc, ou seja, lutam para exercer o poder na sociedade.

Há que se considerar que a dita luta de classe, nada mais é do que uma busca em conseguir, por meio da obtenção do poder, estabelecer uma série de pressupostos, visões e entendimentos fundamentados no conflito de interesses.

Se estamos numa conjuntura não revolucionária, queremos dizer que o equilíbrio de forças, no controle do Estado e no aceite e concordância dos  corações e mentes da população, entre as duas classes fundamentais  esta empatada. Um empate, um equilíbrio de forças, para usar uma expressão de fácil entendimento, onde a burguesia detém ainda o poder nessa sociedade, que é capitalista, e onde os trabalhadores lutam para tomar este poder, mas ainda não o conseguiram, apesar de algumas vitorias frente ao poder existente (só para dar três exemplos: a aprovação dos 10% para a Educação no PNE - aprovada no dia 28; a PEC do trabalho escravo e a Comissão que apura a repressão durante a Ditadura). Poderia citar outras iniciativas, de lei ou de conquistas, mas me permito facultar ao leitor do presente artigo ampliar este rol, segundo sua própria análise conjuntural, num exercício democrático – que me é muito caro e presente.

Bom, assim temos uma sociedade e um Estado onde, por conta do reflexo da conjuntura nacional (correlação de forças) ainda, estamos num empate, e não perguntem:  Há, nessa mesma sociedade, a perspectiva de que poderá desempatar rumo a instauração de uma nova Ditadura no Brasil?, visto que seria um exercício de futurologia que foge ao escopo da presente análise.

Considerando o exposto acima colocamos as duas situações sociais, momentâneas, já mencionadas - a eleição  e a Copa do Mundo. A conjuntura empatada está vinculada, perpassada, por estes dois eventos?. Ou não? - Se acreditamos que não, de forma alguma entenderemos a situação de quase Greve Geral pela qual passa o Brasil.

Do ponto de vista das eleições todos os arranjos estão sendo planejados para uma contenda a nível Estadual.

O governo executivo do PMDB, representado por Pezão e Cabral, se consolida como uma frente não quer perder o controle do Estado, e, tem, a seu lado um conjunto de forças partidárias que vem se coligando nesse projeto. Além disto, o que não se vê institucionalmente, existe o apoio de uma serie de agentes econômicos -que durante todo o governo Cabral foi construído no Estado, por meio de um conjunto de empresas que se implantaram no Estado por conta de muitas obras (as Trans, o Arco Rodoviário, entre outras).

As ultimas noticias, veiculadas pelos meios de comunicação, afirmam que Cabral  finalmente decidiu que irá disputar o Senado, e será um embate dos mais interessantes - vê-lo disputar esta vaga com Romário.

Já o PT, que virá com candidatura de Lindeberg à governador, lutando contra a continuidade, representada por Pezão, acrescido pelo lado oposicionista os  demais disputantes:  Garotinho, Crivela, se não esqueço algum mais, sendo estes , os mais “representativos” na disputa.

Assim o que nos parece que se apresenta, em síntese, seria: Pezão com a máquina do governo Estadual; Lindberg com o apoio do partido de massas mais importante do Brasil e com parte do governo federal; Garotinho com sua trupe religiosa e o governos municipais do interior do Estado, assim como o Crivela que tem lá seus apoios na direita religiosa e  organizada.

Este é um quadro político institucionalizado, ainda que inicial.

Mas o que pouco se fala é quais destes candidatos realmente irão ser apoiados por quais setores burgueses da sociedade (empresários)? As grandes multinacionais irão apoiar quem? A Firjan irá apoiar a quem? Os grandes empreiteiros de obras pesadas a quem darão seu dinheiro e sua esperança? E o pequeno empresário? A classe média esclarecida da zona sul do Rio de Janeiro e de outros municípios, irão em direção a qual candidato a governador? A mídia sairá em defesa de qual candidato, mesmo que sub-repticiamente?

Também o que pouco se fala é sobre quem a massa que vota, nós trabalhadores, iremos apoiar? Qual desses candidatos irá cair na graça ou desgraça dos eleitores? Qual campanha nos comoverá pela TV ou nas ruas?

Pezão e a continuidade do PMDB de Cabral com o senhor Piciani e seu poder no partido cairá nas graças da população. A ver a quantidade de obras que estão fazendo e inclusive ações que mais parecem de Prefeitura (Asfalto na porta), poderão abocanhar boa parte das graças da população mais necessitada e menos escolarizada. Afinal, qual dos candidatos da oposição terá o prazer de ganhar as graças da população fazendo o contraponto ao candidato oficial: o trator Lindberg com seu partido de massas e apoio federal? Os religiosos Garotinhos e Crivella com seu poder de fogo de uma parte do eleitorado cativo religioso?
 
O que poderá ocorrer para que um ou outro postulante chegue a corresponder aos interesses do eleitor e se sagrar vencedor? Os movimentos de massas que apontamos acima terão forças para contrapor e afetar estas candidaturas? Mas qual será a alternativa de candidato que provocará este movimento de massas?, mesmo que de forma sutil?

Por outro lado, e não tão por outro lado, o movimento de massas difuso que se apresentou no ano passado (manifestações de junho-julho de 2013) se coloca como uma alternativa de lutas frente a situação política que se apresenta.  Mas, este movimento como um conjunto muito grande de manifestantes e com características amplas, não nos faz perceber se irão se posicionar de forma unificada para um lado ou para outro no que se refere a candidaturas. Irà se manifestar para alem dos partidos?  Aliás, há de considerar que muitas vezes nem mesmo sabemos onde está (se há) sua unidade, que talvez seja apenas contra tudo que aí esta.

Por isto que não podemos deixar de pensar que, diferentemente do ano  passado, estes movimentos de massas que ora se fazem presentes na conjuntura, hoje menos difuso, tem muito mais a presença de entes institucionalizados (sindicatos, ONGs, movimentos organizados, etc) que apenas aquele movimento passado que se colocava contra a política e os partidos, e que se apresentou sacudindo a sociedade brasileira. Apesar de atualmente, 2014 ele ainda estar presente (mas sem toda a força anterior).

Temos esta conjuntura onde as forças da ordem trabalham para dar continuidade ao regime e governos burgueses em suas várias facetas através da realização das eleições institucionais e por outro lado vemos as forças que se opõem a eles construindo grandes ou médias manifestações de massas em oposição a tudo que aí está.

Como isto se coloca em relação às notas metodológicas que acima listamos? Do nosso ponto de vista se colocam quando discutimos a questão do poder. Para determinadas forças existentes na sociedade, a luta tem de ser pelo poder para destronar a burguesia que aí está, para começar a inviabilizar a forma capitalista de viver  (exploração da força de trabalho) enquanto sistema de vida societária.

A pergunta que se faz então: Estes sujeitos anti-capitalistas (diluídos dentre as várias forças nas ruas e fora dela) tem forças para tal tarefa hercúlea? As forças que querem uma luta contra o capitalismo tem força na sociedade hoje, e no Estado do Rio de Janeiro para começar a questionar o poder? Dessas forças que aí estão presentes todas  tem esses objetivos?

Vejamos o caso da greve dos rodoviários que poderia representar uma força nesta direção. Quem afinal de contas deteve o comando? Quem deu o comando, a nosso ver, foi o Garotinho – que, convenhamos, não tem nada de força anti capitalista.

Assim encerramos esta apreciação de conjuntura  registrando que a presente análise não considerou apenas a política institucional, conforme diversos comentarista de jornal, dos mais conhecidos no Estado do Rio de Janeiro o fazem. Pensamos que a questão que coloca com mais profundidade, para alguns de nós que temos a perspectiva, ainda, de lutar pelo socialismo.

Não basta a força com o sentido de rebelião que hoje possui o movimento de massas que se apresenta atuante na sociedade, nesse período pré-copa. Para uma parte da sociedade que luta, a rebelião è bem vista, mas temos de construir uma correlação de forças na sociedade capaz transformar essa rebelião num revolução, que acabe por apresentar e contemplar novos valores para a nossa sociedade.

Não queremos afirmar com isto, que devemos desconsiderar que é melhor lutarmos em uma sociedade mesmo que esteja funcionando no velho regime democrático burguês - com todas as garantias legais, protegidos por uma constituição (que poderá ser mudada se conseguirmos uma constituinte exclusiva dos trabalhadores) do que na velha sociedade da Ditadura - da qual nos livramos há bem pouco tempo, historicamente falando e na qual temos setores da sociedade que buscam reparações e esclarecimentos sobre os atos deste  regime que nos governou durante 21 anos.

A presente analise de conjuntura, não esgota as demais abordagens e, também,  não nega possíveis divergências de opiniões, visto que apresenta um visão de parte de um conjunto de atores dessa sociedade do qual o articulista se insere e atua.

 Reinaldo Antonio
Diretor de Comunicação do Sinaerj




 
 
 
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