Salário mínimo em 2020 pode não ter aumento real

http://www.administradores.org.br/wp/wp-content/uploads/2019/04/salario.jpgSalário mínimo em 2020 pode não ter aumento real

Se depender do governo Bolsonaro os brasileiros mais uma vez serão tratados com desdém. De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado na segunda 15 de abril, consta o valor de R$ 1.040 de salário mínimo para 2020, o que representa reajuste de apenas R$ 42, em relação ao valor vigente (R$ 998).

O mínimo, até este ano, era corrigido pela inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Combustível (INPC), mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), de dois anos anteriores. Como em 2020 a lei sofrerá mudanças, o governo optou por reajustar o mínimo apenas pela inflação estimada para o INPC.

Foi divulgada ainda as previsões para o salário mínimo nos anos seguintes: R$ 1.082, em 2021 e R$ 1.123, em 2022. Os valores levam em conta apenas a correção pela inflação projetada para os períodos. Os números batem de frente com a proposta do Dieese, que argumenta que o salário mínimo dos brasileiros deveria ser R$ 4.052,65, para suprir todas as necessidades básicas da população.

“Se mesmo com os aumentos reais que o salário mínimo recebeu nos últimos anos, os brasileiros não conseguiram se manter e ter boa alimentação, moradia, vestuário, transporte e lazer, como conseguirão apenas com o INPC? É um absurdo o que o governo Bolsonaro está fazendo com a população mais pobre desse país. Além disso o aumento real do salário mínimo também eleva a arrecadação do governo, estados e municípios. É uma política fundamental, pois corrige os benefícios de milhões de aposentados. Chega a ser desumano.”, alerta Edson Machado, Presidente do Sinaerj.

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