Bolsonaro quer acabar com a política de reajuste do salário mínimo

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Seguindo a linha esquartejadora do antigo governo Temer, Bolsonaro e companhia, em poucos meses de mandato, já demonstrou que manterá uma política que visa a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros. Como se já não bastasse a infame reforma da Previdência, a intenção agora é também desvalorizar o salário mínimo.
Segundo informações do site UOL, o governo deve enviar ao Congresso Nacional, até 15 de abril, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2020, sem a previsão de reajuste real do salário mínimo. A proposta da equipe econômica de Jair Bolsonaro é de que o piso salarial seja corrigido apenas pela inflação, utilizando o indicador do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ou seja, sem ganho real.

A decisão final caberá a Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, que deve acatar a proposta, visto que o presidente vem demonstrando simpatia ao fim da política de reajuste. O vice-presidente, Hamilton Mourão, em evento em São Paulo, disse que a correção é um dos muitos problemas do governo, pois, segundo ele, o atual regime pressiona a inflação e contribui para o baixo nível de produtividade da economia.  A mudança afetará cerca de 48 milhões de brasileiros.

“Chega a ser absurdo esse discurso falacioso de que a correção anual do salário mínimo pode prejudicar a economia. A partir do momento que o trabalhador receber um salário mais justo e digno, ele passará a consumir mais, e isso ajudará a roda econômica do País girar. Além disso, o salário mínimo é um importante mecanismo para evitar o aumento da desigualdade social, tendo sido um dos motores contra a disparidade salarial entre os anos de 2004 e 2015”, alerta Edson Machado, Presidente do Sinaerj.

O fim da política de reajuste salarial influenciaria ainda no mercado informal de trabalho, visto que sem reajustes, fica mais “fácil” aos empresários contratarem pessoal com baixos salários e sem a necessidade de formalização. Segundo dados do Dieese, o salário mínimo ideal estaria em cerca de R$ 3.960,00, pois esse valor supriria as necessidades básicas de uma família, como moradia, alimentação, educação, saúde e transporte.

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Sinaerj

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