Reforma de Bolsonaro pode acabar com as aposentadorias por tempo de contribuição

http://www.administradores.org.br/wp/wp-content/uploads/2019/02/previdencia-1.jpghttp://www.administradores.org.br/wp/wp-content/uploads/2019/02/previdencia-1.jpgReforma de Bolsonaro pode acabar com as aposentadorias por tempo de contribuição

Em cerca de 45 dias de mandato, Jair Bolsonaro já mostrou que seu governo será tão ou mais impiedoso com os trabalhadores que o do seu antecessor Michel Temer. Uma das nefastas propostas que promete retirar ainda mais direitos dos trabalhadores brasileiros é a Reforma da Previdência. O projeto da equipe do presidente pretende acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, obrigando a população a se aposentar por idade, que pode variar de 62 a 65 anos para homens e 57 a 60 anos para mulheres.

Recém-saído do hospital, onde foi internado por 17 dias em razão de cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, o presidente que chegou em Brasília ontem, 13 de fevereiro, disse que pode “bater o martelo” ainda hoje (14) sobre proposta final da reforma. Apesar de Bolsonaro fazer um contraponto ao ministro da Economia Paulo Guedes, observando as diferenças regionais do País para estabelecer idade mínima, ele ignora a expectativa de vida local de cada trabalhador e o tempo de sobrevida depois da aposentadoria.

Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado “Expectativa de Duração de Aposentadoria em Anos” indica que o Brasil é um dos países em que os aposentados menos usufruem o tempo do seu benefício. Além disso, com aumento da expectativa de vida para 76 anos em 2017, segundo dados do IBGE, o brasileiro terá que trabalhar mais, recebendo benefício menor, visto que o valor das aposentadorias terá uma redução em decorrência dos cálculos de expectativa de vida e sobrevida.

Segundo informações apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo, a infame proposta de Bolsonaro inclui ainda regras devastadoras como tempo de contribuição de 40 anos para atingir 100% do benefício; criação de gatilho para elevar idade mínima a cada 4 anos; restrição de pagamento do abono a quem recebe até um salário mínimo; idade mínima de 60 anos para trabalhador rural e professor; criação de sistema de capitalização a ser regulamentado por lei complementar, entre outros malefícios.

“Bolsonaro e sua equipe econômica já estão colocando as “garrinhas” de fora e quem pagará são os trabalhadores. Hoje ele deve anunciar a idade para aposentadorias nessa nefasta proposta. Precisamos continuar alertas e em luta contra possíveis retiradas de direitos. Somente a união poderá impedir esse massacre”, alerta o Presidente do Sinaerj, Edson Machado.

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Sinaerj

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