Salário mínimo no Brasil deveria ser quatro vezes maior, avalia Dieese

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Segundo estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 3.928,73. O valor estimado é 3,94 vezes maior que o atual (R$ 998,00), sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, sendo o segundo pior reajuste em 24 anos.

O valor definido pelo atual governo é ainda menor do que o proposto por Michel Temer, de R$ 1.006,00. Desta forma, o País permanece com o título de um dos países com o menor salário mínimo no mundo. A decisão perpetua o Brasil ao atraso no desenvolvimento socioeconômico, principalmente da população pobre, uma vez que precariza a renda de milhões de brasileiros.

“A desvalorização do salário mínimo é uma das principais causas da desigualdade social no Brasil. A falta de investimento em direitos básicos da população só fomenta ainda mais a vulnerabilidade e o alastramento da pobreza. Não é à toa que o País retornou ao mapa da fome, e nessa linha, nem tão cedo sairá”, lamenta Edson Machado, Presidente do Sinaerj.

O salário mínimo foi criado por Getúlio Vargas em 1936, e entrou em vigor em 1940, para garantir a todos os trabalhadores assalariados direito às necessidades básicas, conforme previsto pela Constituição, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e aposentadoria. No entanto, sabe-se que o custo de vida no Brasil é absolutamente desproporcional à remuneração mínima que todo trabalhador com carteira assinada recebe.

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Sinaerj

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