Descaso: falência do Estado e restrição orçamentária colaboram com destruição do Museu Nacional

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Ontem, 2 de setembro, o Brasil teve uma perda histórica irreparável. Um incêndio de grandes proporções destruiu quase a totalidade do acervo do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, Rio de Janeiro. Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, o local é a mais antiga instituição científica do Brasil, sendo figurado como um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas.

Foram 200 anos de história destruídos em uma única noite de “terror” para a cultura e história nacional. Uma tragédia prevista, segundo o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher e o diretor do Museu, Alexander Kellner, que apontaram a falta de recursos, agravada pela medida conhecida como “teto dos gastos”, aprovada pelo governo ilegítimo de Michel Temer, como o principal causador do incêndio.

De acordo com Kellner, um financiamento para modernização do combate ao incêndio foi aprovado, no entanto, o dinheiro não foi liberado pelo BNDES. O recurso impediria a destruição do patrimônio público e cultural dos brasileiros. “É um absurdo o que o governo tem feito com os órgãos públicos nacionais. Essa é uma tragédia de consequências imensuráveis e que poderia ter sido evitada com ações preventivas do governo. É inadmissível que um País perca sua história e cultura por sucateamos no patrimônio do Brasil”, indaga Edson Machado, Presidente do Sinaerj.

Aprovada em dezembro de 2016, a Emenda Constitucional 95, implementada pelo governo Temer, fixa um limite para os gastos do governo pelos próximos 20 anos, e com isso, áreas como saúde, cultura e educação acabaram perdendo investimentos importantes. “Um Estado sem cultura, história e educação, é um Estado sem raízes. Esse governo vem destroçando as políticas públicas que mantinham e conservavam nosso patrimônio. Esse será mais um dano irreparável desse desgoverno”, finaliza Edson.

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