Audiência pública debate sobre os malefícios das regras de terceirização pela Reforma Trabalhista

http://www.administradores.org.br/wp/wp-content/uploads/2018/08/recruitment-3182373_960_720.jpgAudiência pública debate sobre os malefícios das regras de terceirização pela Reforma Trabalhista

Na última quinta-feira, 9 de agosto, no Senado, por iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS), ocorreu uma audiência pública na Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho, que funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Parte do ciclo de debates da SUG 12/18, o evento tratou da falsa flexibilização das regras de terceirização implementada pela Reforma Trabalhista durante o governo escasso e ilegítimo de Michel Temer.

A prática da nova reforma está gerando efeitos negativos nas relações de trabalho, pois desregulamenta a terceirização, diminui as remunerações, causa insegurança jurídica, desempregos, e representa a precarização da terceirização no Brasil, com jornadas de trabalho excessivas e mão de obra desqualificada.
Segundo Marilene Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT), dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) entre os meses de novembro de 2017 e junho de 2018, indicou que o mercado de trabalho formal movimentou mais de 19 milhões de pessoas, sendo 9.672.329 admitidos e 9.669.103 desligados. Ou seja, mais de 50% dos trabalhadores foram excluídos da empresa sem justa causa.
Com a modificação da Reforma, a aposentadoria e a arrecadação para a Previdência Social foram setores bastante prejudicados devido a criação de pouquíssimos empregos formais que possui a remuneração de apenas dois salários mínimos.
“A nova Reforma Trabalhista causou bastante retrocessos para a população. Estamos diante de medidas que tornam nosso trabalho semelhante a escravidão. O desemprego está crescente e a terceirização tem gerado inseguranças e incertezas para a classe trabalhadora brasileira. Não podemos admitir isso, precisamos lutar pela manutenção dos direitos”, comenta Edson Machado, Presidente do Sinaerj.

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Sinaerj

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