Manobra na Câmara buscava acelerar privatização da Eletrobras

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No dia 20 de março mais um golpe foi dado contra o povo brasileiro. Foi debatido na Comissão Especial na Câmara o Projeto de Lei (PL) 4963/18, sobre a privatização do Eletrobras. A forma autoritária e contrária ao regime, adotado pelo presidente da Comissão, deputado Hugo Mota, a fim de viabilizar a leitura do plano de trabalho foi extremamente criticada.

No roteiro, do relator da comissão especial que analisa o projeto que autoriza a privatização da estatal, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), e que ainda será debatido pelos membros do colegiado, contempla seis eixos de discussão: a posição do governo e da diretoria da estatal; a revitalização da bacia do Rio São Francisco; as pesquisas no setor elétrico; a nova estatal que vai controlar a Eletronuclear e a parte brasileira de Itaipu; o impacto tarifário e social da desestatização; e a definição da participação acionária do governo na empresa privatizada.

O relatório deve ser entregue entre os dias 23 e 24 de abril. Segundo deputados, o roteio apresentado pelo relator é insuficiente e fragiliza o debate, sobretudo, porque não foram acatadas as sugestões das audiências públicas regionais, das sub-relatorias temáticas e das visitas técnicas.

Integrantes da base aliada do governo fizeram de tudo para que o relatório fosse dado como lido, sem que a leitura tivesse sido realizada – procedimento regimental adotado na Casa, mas graças à pressão, as tentativas de golpe não obtiveram sucesso.

“A privatização do setor elétrico tem o simples intuito de vender nosso patrimônio aos estrangeiros e encarecer o custo da energia a todos os brasileiros. Não podemos simplesmente permitir que doem um patrimônio nacional”, afirma Edson Machado, Presidente do Sinaerj.

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Sinaerj

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