Intervenção militar entra, reforma da Previdência sai

http://www.administradores.org.br/wp/wp-content/uploads/2018/02/intervenção-site.jpghttp://www.administradores.org.br/wp/wp-content/uploads/2018/02/intervenção-site.jpgIntervenção militar entra, reforma da Previdência sai

Buscando mudar a atenção e opinião pública, visto que o atual governo é mais impopular da história do País, Temer “recuou” no avanço da reforma da Previdência. Ou melhor, manobrou, mais uma vez, pois, com o decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro, fica suspensa a apreciação da matéria da proposta no Congresso Nacional, conforme Art.60 da Constituição Federal.

Isso por que, ao decretar a Mensagem 80/18, que submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do decreto de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública no Estado, o calendário de votação de PEC fica restringido, já que a Constituição não pode ser emendada durante a decretação de estados de sítio, de defesa ou de intervenção federal.

O fato inusitado é que a agenda legislativa anunciada desde o final do ano passado mudou exatamente no início do período político-eleitoral, que começou efetivamente após o Carnaval.  Mas, nem só de intervenção se faz essa “trégua”, a luta dos trabalhadores, movimento sindical e associativo foram o mote principal para que o governo recuasse com o nefasto projeto de Temer.

Nas ruas do Brasil, trabalhadores descontentes ecoaram palavras de ordem contra a reforma da Previdência em ato nacional realizado na segunda, 19 de fevereiro. A força e mobilização da população, certamente, pressionaram os parlamentares e impuseram derrota à proposta do governo Temer. Para o Presidente do Sinaerj, Edson Machado, essa é uma vitória momentânea, visto que, com o fim da intervenção a proposta pode voltar à pauta. “Estamos em ‘guerra’ e, por isso, precisamos estar o tempo inteiro alertas contra as ‘balas’ disparadas por esse governo usurpador de direitos”, pontua.

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