Adm. Dácio de Souza-

Concentração de esforços

“A concentração de esforços é a chave de resultados econômicos”,
disse o filósofo Peter Drucker (1909-2005). A globalização, ao provocar um
processo de constante mudança em valores e perspectivas, requer dos gestores uma
análise realista das vantagens e ameaças aos “nossos mercados”, uma adequada
alocação de recursos e uma decisão acertada quanto às prioridades, em qualquer
organização, no sentido de procurar atingir a eficiência
organizacional.


“A diluição de responsabilidades pode significar
um adequado processo motivacional”.


Nossas organizações precisam dedicar preocupação
maior em estabelecer um correto planejamento estratégico, visando definir
procedimentos e rotinas em que a administração deixe de “sacrificar” os
empregados e “estrangular” a produtividade.


A diluição da responsabilidade, em todos os níveis
hierárquicos, pode significar um adequado processo motivacional, capaz de fazer
com que a organização estabeleça uma visão correta das contribuições potenciais
das diferentes atividades do ‘staff ’ e a determinação dos passos necessários
para se caminhar do que se é para o que se quer ou o que deveria ser.


Quando do estabelecimento do processo de delegação,
na busca da diluição de responsabilidade, é preciso se estabelecer a consciência
de que estamos efetivando um processo de transferência de responsabilidade e de
autoridade, onde a responsabilidade se restringe à execução de uma tarefa
específica e a autoridade se fundamenta na tomada de decisões sobre o assunto
em
questão até um limite de competência previamente determinado.


Sem o devido senso de responsabilidade e autoridade
para decidir sobre a tarefa a ser executada, o colaborador perde o
comprometimento com os resultados a serem alcançados, ao passo que a partir de
um claro processo de delegação, com a efetiva atuação de todos os envolvidos,
tende-se a atingir uma maior concentração de esforços direcionados aos
objetivos.


“Sem o devido senso de responsabilidade, o
colaborador perde o compromisso com os resultados”.


Ao considerarmos que a atividade gerencial tem como
responsabilidade fundamental a luta pelos melhores resultados possíveis a partir
dos recursos corretamente empregados, devemos estabelecer, no processo de
delegação, uma priorização das atividades primordiais à consecução dos objetivos
organizacionais.


“Deve ser estabelecido um programa de alocação de
recursos que atenda aos pontos tidos como fundamentais”.


Necessitamos identificar em quais atividades um
desempenho excelente realmente promoverá um impacto significativo sobre os
resultados, ou, em que atividade um desempenho insatisfatório ameaçaria,
seriamente, os objetivos finais, ou, ainda, em que atividade faria pouca
diferença o desempenho ser bom ou fraco.


A partir da identificação das oportunidades e ameaças
no processo, devemos estabelecer um programa de alocação de recursos, aliado à
uma clara delegação de responsabilidade e autoridade, que atenda aos pontos
tidos como fundamentais.


“Vencer as dificuldades de ensuração exige que o
administrador estabeleça os fatores críticos de sucesso”.


O grau de racionalidade a ser encontrado, no processo
de delegação, é influenciado pela quantidade de informações disponíveis, pelo
número de alternativas que podem ser encontradas e pelas pressões exercidas quer
pelo ambiente interno quer pelo ambiente externo.


A regra aplicável deve ser, especificamente, a de se
concentrar esforços às atividades de maior potencial, para oportunidades e
resultados, em detrimento das atividades de potencial decrescente.


“O administrador deve conceder aos seus
colaboradores a mesma oportunidade que espera receber”.


Vencer as dificuldades de mensuração exige que o
administrador estabeleça, de forma precisa e realística, os fatores críticos de
sucesso de maneira que se estabeleça uma orientação clara ao colaborar.


Cabe ao administrador assumir a responsabilidade pelo
processo decisório a partir de uma análise criteriosa das informações geradas
durante o processo e dos objetivos organizacionais.


Deve o administrador conscientizar cada membro de sua
equipe que eles são uma unidade numa diversidade sistêmica.


É preciso que o administrador tenhauma postura
equilibrada e racional, concedendo aos seus colaboradores a mesma oportunidade e
participação que espera receber, a fim de que se estabeleça uma efetiva
“concentração de esforços” em torno dos objetivos organizacionais.


Adm. Dácio de Souza

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Sinaerj

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